“Comigo você não precisa de disfarces. Eu gosto mesmo é do teu rosto logo de manhã marcado pelo sono, da tua voz rouca de cansaço ao fim do dia e do seu jeito estabanado de fazer as coisas. Eu gosto mesmo é de você, sem esconder parte alguma.”
“Em que lugar você se enfiou, por onde tu tem andado, além de aqui dentro da minha cabeça?”
“Eu quero você. Digo, repito, falo outras mil vezes. De trás para frente, de frente para trás. De canto, de lado, da maneira que for. Eu quero você.”
“Mas tem uma diferença entre gostar, precisar e só ser acomodado com alguém correndo atrás de ti. Às vezes a pessoa nem gosta de você; só do fato de você fazer tudo e mais um pouco por ela. E isso não é gostar.”
“Eu não sei, mas acho que a gente olha e pensa: “Quero pra mim”. Mas dá um frio na barriga, um tremor, um medo de depender de alguém, de sofrer, de escolher errado, de lutar por algo que não vale a pena. Porque o coração nem sempre é mocinho. Foi por isso que corri, tentei fugir, mas quando tem que ser, não adianta, será.”